Como resultado do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) aprovado pelos dois partidos do “bloco central”, o governo mandou parar os projectos do IC3 e do IC9, dois troços rodoviários fundamentais para a economia regional e para a criação de emprego.
Depois, deixou cair as contrapartidas assumidas aquando da mudança de localização do aeroporto da Ota, enganando autarcas e populações.
A seguir, suspendeu a empreitada de renovação da linha ferroviária entre Mato Miranda e Entroncamento, obra prioritária para a segurança de pessoas e bens e para o tráfego regular de comboios na principal linha ferroviária do País, no campo da saúde entre outras coisas prometeu colocar em funcionamento o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Coruche mas pelos vistos foi mesmo só prometer.
Finalmente, cortou mais de 5 milhões e meio de euros às autarquias do distrito, fazendo perigar os investimentos e os apoios sociais dos municípios.
O BE condena estes bloqueios ao desenvolvimento da região: só nos levam a mais e mais recessão e a mais desemprego. O PEC do PS/PSD só serve para andarmos para trás e salvar os responsáveis pela crise, o sector financeiro. As declarações dos deputados do PS eleitos pelo distrito, declarando-se preocupados com o IC3 e o IC9, não passam da mais refinada e inconsequente hipocrisia política.
O Bloco de Esquerda é pelo investimento público, de forma a alavancar a economia, rebocar o investimento privado e criar emprego. Investimento público na reabilitação do parque habitacional das nossas cidades, na ferrovia, no parque escolar e nos investimentos de proximidade geralmente protagonizados pelas autarquias. Só com investimentos se pode criar empregos.
O desinvestimento defendido por PS e PSD só agrava a economia e fomenta o desemprego.
Baixar salários, aumentar impostos, baixar apoios sociais a quem trabalha e a quem mais precisa, são medidas que representam um sinal de profunda insensibilidade social.
É que, ao mesmo tempo que estes sacrifícios são impostos aos trabalhadores, incluindo os que têm menores rendimentos, os privilégios dos mais poderosos, os prémios dos “mexias”, a fuga do dinheiro para os offshore, as fortunas acumuladas os gastos astronómicos com os submarinos permanecem intocados.
A opção de PS e PSD não é dividir os sacrifícios por todos, é pôr os mesmos que já pagaram as anteriores crises a pagar mais esta. Os trabalhadores e o povo têm uma palavra a dizer.
Santarém 11 de Junho de 2010
A Coordenadora Distrital do BE/Santarém

